Vamos falar de algo muito triste agora : Mutilação genital.Três milhões de mulheres e meninas passam por este processo dolorento por ano, em países da África, Oriente Médio e sul da Ásia. É a mais vergonhosa das barbáries contra a mulher.
De acordo com a OMS (Organização Mundial de Saúde), em 2006 existiam de 100 a 140 milhões de mutiladas.
Diaryatou Bah, 25, nascida em Guiné, África, é uma dessas mulheres. Ela conta em um livro que aos oito anos foi levada a um bosque por quatro mulheres, onde teve de se deitar no chão. Com as mãos e os pés amarrados, ela só pôde urrar de dor quando uma das mulheres passou uma faca sem esterilização em seu clitóris.
A tradição da excisão marca a passagem da menina para a mulher. Uma de suas razões seria o fato de a mulher com clitóris decepado ter mais chances de arrumar pretendente porque, com menos desejo sexual, há mais garantia de que se manterá virgem até o casamento e, depois, de ser fiel ao marido.
Embora ocorra há mais de 25 séculos, essa barbárie despertou indignação em países desenvolvidos somente nos últimos 20 anos por causa da forte migração para a Europa.
A mutilação feminina é proibida na Europa, mas há sempre quem burle a lei em clínicas clandestinas ou mesmo em casa. Basta um gilete.
A família que tem algum dinheiro e não quer correr o risco de ir para cadeia ou de ser deportada, passa umas “férias” em seu país de origem para submeter a filha à mutilação.
É o que explica a França ter 55 mil mutiladas, a Grã-Bretanha, 65 mil, e a Alemanha, 20 mil.
A OMS e entidades não governamentais estão em permanente campanha contra a excisão. Elas contam com a ajuda de pessoas como Diaryatou.
Diaryatou Bah Aos 14 anos, Diaryatou teve de se casar com um homem trinta anos mais velho, que a levou para a Holanda, onde foi humilhada e violentada sem poder chamar a polícia por ser clandestina. E mais uma vez ela fugiu, desta vez para a França.
Fonte: http://e-paulolopes.blogspot.com
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